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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Buggy Angra 1973

Ultimamente tenho tido o costume de olhar prá dentro das oficinas por que passo. Volta e meia tem algum carro interessante parado dentro de uma. Muita vezes, "vale uma foto" e eu vou lá, peço licença, autorização, e fotografo. Além disso, faço também uma ou outra pergunta que possa acrescentar alguma informação.

Dessa vez, não foi diferente. Eis o que vi:





O carrinho é bem diferente, prá não dizer estranho. Tem motorização VW 1300 e é feito de fibra.
De acordo com um funcionário do local, a máquina foi deixada lá havia poucos dias, e está prestes a uma reforma geral. Vamos aguardar se, no final das contas, vai dar um levante.

Atualização: O carro não é de fabricação própria, mas um "Buggy Angra", produzido em série (valeu, Charles). Recebeu algumas modificações, como tentativas de porta "asa-de-gaivota" e um teto rígido. Na minha interpretação, ficou parecendo uma miniatura do Miura Targa!

Ilha do Governador, Rio de Janeiro - RJ.

Propaganda de época:

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Dupla de BMW 540i

O que pensar ao ver uma BMW Série 5 largada no canto da rua? Mas... e quando são duas de uma vez só, estacionadas tão próximo?



Não dá prá acreditar, à primeira vista. Uma delas ainda ostenta a charmosa placa "BMW", muito comum entre os carros da marca, principalmente na década passada. As duas são bem semelhantes, cada uma de uma cor, fabricadas nos anos noventa. De acordo com o autor das fotos, esses carros já estão há um bom tempo parados na rua e fazendo companhia um ao outro em frente a uma oficina mecânica. Será que aguardam por algum tipo de socorro? Ou seriam vítimas de proprietários que não dão a atenção e cuidados exigidos a quem tem esse tipo de carro? A verdade é que, como já dizia Cazuza, o tempo não para, e os dois belos alemães vão ficando ao relento, sob chuva e sol. Espero que o futuro nos traga boas notícias...

Depois daquele Rolls-Royce em solo brasileiro, mais uma interessante contribuição de Henrique Mendonça.

Itaim Bibi, São Paulo - SP.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Citroën C4 VTR "Transformers"

O C4 hatch de 2 portas da Citroën realmente tem um estilo bem excêntrico, principalmente pelo desenho do parabrisa traseiro. Eu particularmente gosto, mas já ouvi muita gente dizer que é horrível. Okay, ele não é um dos carros que mais são vistos, mas só isso não seria suficiente prá fazê-lo dar as caras nesse blog. Nem o fato de representar uma versão um pouco mais difícil de se ver, que é a VTR. Vejam as fotos:






Agora, sim: presença justificada! Se trata do único exemplar da versão "VTR Transformers"! Por quê? Por ter sido uma versão criada pelo próprio dono do carro! Os itens que deram exclusividade à versão ímpar são o belo conjunto de rodas/pneus e detalhes menores, como os logotipos na tampa traseira, na grade dianteira e nas novas rodas, além de um friso embaixo da grade e em volta dos faróis de neblina, ambos cromados.

Interessante é que tinha outro C4 VTR exatamente da mesma cor, ano e modelo (2006/07) estacionado a alguns metros de distância desse, porém todo original.

No final de contas, foi uma modificação bem executada e de bom gosto, na minha humilde opinião!

Ilha do Fundão, Rio de Janeiro - RJ.

Chevrolet Camaro RS 1969

O Camaro é um ícone de esportividade ao longo dos últimos tempos. Sempre despertou paixões nos apaixonados pelos pony cars. Aqui no Brasil, nos últimos meses, isso veio a tona novamente com o lançamento do carro no país (através de importação oficial, antes era disponível só para importação particular) e os comerciais na TV. Além de ter se apresentado a muitos que ainda não o conheciam. Lançado em 2009, o modelo à venda nas concessionárias é baseado nos fabricados entre 1967 e 1969, a primeira geração.

E, por falar nessa primeira geração, encontrei dentro de uma oficina um justo representante seu:





Atualização (05/02/2011): Trata-se da versão RS 6 cilindros com câmbio powerglide, a versão de entrada mais básica possível. Valeu, Daniel, pelo toque!

O estado de conservação é excelente, e a única informação que eu consegui no breve papo com um dos funcionários é que o carro já estaria ali há algum tempo, sendo todo reformado, e que o serviço já estava finalizado, aguardando apenas a chegada do dono para buscá-lo. Acredito que esteja faltando um detalhe que caracterizava essa versão, um protetor dos faróis dianteiros. De resto, tudo no lugar.

Ilha do Governador, Rio de Janeiro - RJ.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Chevrolet Monza Barcelona 1992

Sempre fui apaixonado por quase todas as versões de Monza, das duas gerações. Talvez por fazer lembrar boa parte da minha infância. Em um post que falei sobre um Monza Classic contei um pouco disso.

Agora, apresentando um Monza "tubarão", de uma série feita especialmente para as Olimpíadas em Barcelona, no ano de 1992. Possuía algumas diferenças de acabamento em relação ao SL. Lançado apenas na cor "prata argenta", tinha a opção de duas ou quatro portas, 1.8 ou 2.0. Vinha de série calçado com rodas de liga leve exclusivas, que no ano seguinte passariam a equipar o SL/E a partir do ano seguinte. Hoje em dia, é difícil ver um por aí.




O exemplar fotografado é um 2.0 de duas portas a gasolina. Pelo que se vê, os itens externos originais foram mantidos, mas houve alterações, como a película nos vidros e calhas de chuva.

Abaixo, retirado do excelente acervo digital da Quatro Rodas, uma propaganda da época:



Ilha do Fundão, Rio de Janeiro - RJ.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Carros "da Galera" na Copa do Mundo - Ford Belina II

Em mais um episódio da série, uma Ford Belina da segunda geração:


Por incrível que pareça, uma diferença importante entre ela e o Gol que apareceu aqui é que ela ainda parece se locomover. Pelo jeito, transportando papelão, madeira, borracha, latas, garrafas pet e outros materiais recicláveis, para venda. Uma outra diferença é que aquele foi transformado em conversível, e essa em picape... Tá, não foi bem isso, o que aconteceu!
Como em todos os casos, o teto foi cortado (pelo menos uma parte dele), há uma corda amarrada na frente do carro, e o último suspiro de iluminação foi pintado de verde e está pendurado pela fiação, apontando pro chão. O interessante foi o lugar onde estava "estacionada": em frente a um posto do Detran. E posso dizer que se locomove porque essa foi a única vez que a vi por lá. Se o motor ainda funciona ou se é empurrada e guiada por seres humanos, aí já não sei dizer!
Enfim, alguém arrumou uma serventia para um carro que certamente foi largado na rua depois da Copa. Mas não é a coisa mais segura do mundo, um carro transitar nesse estado. Isso é certo.

Ilha do Governador, Rio de Janeiro - RJ.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Rolls-Royce Silver Shadow II

Sucessor do Rolls-Royce Silver Shadow, o Silver Shadow II foi fabricado entre 1977 e 1980, tendo sido produzidas e vendidas 8.425 unidades. A marca britânica sempre foi conhecida mundialmente por vender carros com o mais alto requinte e conforto e alguns dos mais caros do mundo, em várias épocas. E, prá empurrar tranquilamente seus carros de duas toneladas, motores sempre potentes. Esse modelo, por exemplo, é equipado com um V8 de 6,75 L. Mas não são feitos buscando alta velocidade nas pistas, mas conforto e estabilidade com o mínimo de ruídos. Sua transmissão é automática de três velocidades.

E o que dizer de encontrar um desses aqui por essas bandas? Prá ser mais específico, um Rolls-Royce Silver Shadow II 4-door Saloon estacionado no prédio onde você trabalha. Essa foi a foto tirada por um leitor do blog, que presenciou o momento:


Representante da versão americana (com a direção no lado esquerdo), é um raro exemplar. Não só por ter a carroceria de duas cores, mas pela ordem delas "Black over Burgundy", "invertida", já que a composição "Burgundy over Black" era mais comum de se ver. O brilho desses verdadeiros apartamentos de luxo sobre rodas, produzidos minuciosamente e quase sem o uso de máquinas ou robôs, é único. Isso porque, no processo de pintura, todos recebem cinco camadas de tinta. A placa preta dá um toque a mais.

Encontrei um anúncio prá exemplificar o que eu acredito que seja a combinação de cores invertida em relação à da foto: no ebay, um 1979 à venda por US$17,990. No Hemmings, há um 1980 por US$17,900 com uma combinação semelhante: dois tons de vermelho "Cardinal Red over Garnet".

E, nesse site excelente, que tem inúmeras fotos de vários modelos da garbosa marca, achei imagens de um modelo, que diferencia em alguns detalhes. Do ano de 1979, um Silver Wraith II de cor original "Cream", repintado em dois tons de vermelho. É um dos únicos dois Rolls-Royce que rodam por Burkina Faso. O outro, um Corniche, aparece em uma das fotos.

Agradeço pela belíssima e pomposa contribuição de Henrique Mendonça!

Itaim Bibi, São Paulo - SP.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Gurgel G-15 1980

Em 1979, a Gurgel lançava o X-15. Posteriormente, com base em seu chassi, mas mais voltado para o uso misto (valeu, Wagner!), foi lançado o G-15. Criados a partir da plataforma da Kombi e com motorização VW 1600, chamam a atenção de qualquer passante, devido ao porte e exclusividade.

Volta e meia, em um dos caminhos por onde passo com frequência, vejo um G-15 parado. Um belo dia, acabei tirando essas fotos:



Presta atenção na altura dele, sobretudo em relação ao "super-enorme" Ecosport em segundo plano! O bicho é sensacional! Naturalmente, já tem um tamanho descomunal. Mas este, em especial, é ainda maior. Durante a reforma, o teto foi alongado e pneus fora-de-estrada foram postos no lugar dos convencionais. À primeira vista, dá a impressão de ser um furgão, mas na verdade é uma pick-up praticamente transformada em furgão. Aliás, essa restauração, na minha opinião, ficou fantástica. Como já disse, tenho tendência a preferir total originalidade. Mas não sou radical. Muitas modificações são de muito bom gosto, e aqui está um exemplo.

Foram muitas as alterações, e eis algumas, as mais evidentes: ficou mais alto, a cobertura rígida ganhou nova tampa com maçaneta de S-10; na traseira as lanternas originais deram lugar a outras, escuras; um brakelight da Ford Ranger foi instalado; faróis de milha dianteiros e traseiros; bocal do tanque estilo RD-350 e parabrisas dianteiros mais amplos, com limpadores de parabrisa maiores. O conjunto ficou extremamente harmônico.

O post acabaria por aqui se, durante minhas pesquisas sobre o modelo, não tivesse encontrado este álbum! Simplesmente, trata-se de um arquivo com 149 fotos e 2 vídeos que mostram praticamente todas as etapas de restauração do brucutu das fotos acima! Lá, dá prá ver detalhadamente o que eu falei resumidamente através desse texto.

Ilha do Governador, Rio de Janeiro - RJ.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Porsche 924 1981

Desde muito tempo, a Porsche é conhecida por fabricar carros com motores centrais ou traseiros, refrigerados a ar. Produzido entre 1976 e 1988, o Porsche 924 foi o primeiro modelo da montadora a ser equipado com um motor dianteiro refrigerado a água, de modo a tornar a produção mais fácil, já que se tratava de um modelo de entrada. O resultado foi um sucesso de vendas, que ajudou a marca a sair do buraco na época. Foi um dos Porsche mais vendidos da história.

Não posso me esquecer de dizer que o primeiro Porsche do gênio Diego Armando Maradona foi um 924, quando tinha apenas 19 anos (entre 1980 e 1982). Até o ano passado, pelo menos, ele ainda estava à venda no Mercado Livre.

Quem passa distraído dificilmente nota que é um Porsche. Realmente, ele não tem aquele desenho característico que todos conhecem:





Ele se encontra em frente a uma oficina mecânica, e está sendo reformado aos poucos, segundo informações. Pelas fotos, parece ter uma boa parcela de originalidade.

Essa unidade veio equipada com o opcional câmbio automático Audi de 3 marchas, que passou a ser oferecido a partir da metade de 1977:

O motor, dianteiro: um 2.0 L de 110 cv.


E, prá quem sentiu falta das placas, aí estão elas. Por algum motivo, foram retiradas e postas prá dentro do veículo:


Agradecimentos especiais ao meu pai, Osvaldo Marques, pelas fotos!

Ilha do Governador, Rio de Janeiro - RJ.

Austin A40 Somerset 1952 / Austin A40 Sports Cabriolet 1954

Sabe aqueles lugares por onde você já passou várias vezes, mas nunca te chamou a atenção? Então. Numa dessas vezes, algo pareceu me avistar e eu resolvi parar e olhar atentamente prá dentro de um galpão, onde há alguns anos funcionava uma concessionária. Essa foi a minha visão:



À primeira vista, achei que se tratava de um Jaguar, à esquerda, mas muito longe de ter certeza. Tirei algumas fotos, atravessei a rua e, tomando uma Coca-Cola, comecei uma conversa com um morador de longa data daquela área. Entre tantas outras estórias interessantíssimas, ele me disse algumas coisas superficiais sobre o proprietário, que gosta muito de carros, etc. Daí, fiquei sabendo que o que estava lá ao fundo eram dois Austin. O de cor branca, segundo ele, possivelmente seria um A40. O da direita, ele só sabia me informar que era azul. Após um longo diálogo, me despedi e tomei meu rumo.

Quando já estava em casa, pude observar com calma as fotos, ampliar, pesquisar e criar inúmeras suposições. Depois de muita procura e paciência, cheguei à conclusão de que o branco é um Austin A40 Somerset, que foi fabricado entre 1952 e 1954. Primeira parte, solucionada.

Segunda parte: conseguir enxergar algo que pudesse agregar na consulta do outro carro. Acontece que a dificuldade aumenta, já que não dá prá ver muita coisa nitidamente, além da palaca amarela. Não fosse o camarada ter me dito que a cor da carroceria é azul, teria de me contentar em saber que era uma cor escura, e ponto final. Depois de analisar cuidadosamente uma boa quantidade de fotos de Austin, o veredicto final: produzido de 1950 a 1953, Austin A40 Sports Convertible!

Só prá ilustrar melhor o post, aí vão dois pôsteres de época:


Austin A40 Somerset



Austin A40 Sports Cabriolet

Usina, Rio de Janeiro - RJ.

sábado, 27 de novembro de 2010

Chevrolet Light Duty Panel 1946

Há cerca de dois anos, voltando de São Paulo pro Rio de Janeiro, na Dutra, avistei na estrada uma espécie de van que me fazia transportar, sei lá, a um desenho animado! Nunca tinha visto um carro parecido no meio do trânsito, andando entre os outros, mais modernos. Consegui registrar a tempo uma imagem, e aqui está:


Muito bem. Foto tirada, momento registrado. Mas e agora, prá saber qual era o nome do que eu tinha visto? Andei dando uma olhada nos dias seguintes, mas acabei desistindo. Agora, depois de já ter criado o blog, voltei a procurar loucamente até matar a minha curiosidade e sair vencendo nessa história. Não foi fácil, mas acabei descobrindo, e tenho quase certeza de que não me equivoquei.

Pela foto, dá prá ver que ele é bem cuidado e que, claro, funciona e tudo. Mas a ausência das calotas nos diz que ele não está inteiramente original. Hoje em dia, pode até ser que esteja.

Em meio a esse garimpo, encontrei dois pôsteres interessantes de época que ilustram o modelo:




Se houver alguém que possa confirmar ou corrigir a colocação, agradeço antecipadamente!

São Paulo - SP.

Ah, e mais uma vez obrigado a todos que têm visitado, aos que têm comentado, elogiado e contribuído com fotos ou informações! Valeu, galera!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Picapes improvisadas - Chevrolet Chevette 1977

Tal qual o Fusca azul 73 recém-postado, esse Chevette também passou por uma modificação. Só que essa, ao menos, tem explicação e utilidade!

A versão pick-up do Chevette foi lançada no final de 1983, com o nome de "Chevy 500". Mas aí pode ser que nós tenhamos a sorte de nos deparar com versões personalizadas mais antigas, o que é o caso dessa unidade da foto:




Foi feito um corte na carroceria e uma espécie de adaptação de santantônio, soldada. O bocal do tanque de combustível foi parar na traseira, ao lado da lanterna. Faróis de milha amarelos foram instalados sobre o teto e no parachoque dianteiro, à frente da grade. Os tradicionais ganchos mantêm fixa uma lona bege na caçamba.

Até aí, estava indo bem. Mas daí, começou a passar dos limites, com apliques de plástico sob o parachoque dianteiro e uma saia lateral, que, na minha opinião, não precisariam estar ali. Aliás, os retrovisores também não combinaram com o estilo do carro. As rodas não ficaram de todo mau, mas da mesma maneira não diria que ornam com a proposta.

O interior, marrom (que, na minha opinião, fica muito bem com a cor da carroceria), está muito limpinho e bem conservado, inclusive os bancos. O estado geral do carro é bem razoável. E aparenta ser bem tratado, sempre que passo por ele, está bem limpinho. Sei é que o proprietário é mecânico, então, pelo menos deve entender do assunto!

Eu não diria que ficou um esplendor da beleza automobilística, mas até que o serviço parece ter sido bem elaborado. Principalmente se formos comparar com o que seria uma outra versão, mais moderna, de "Chevette pick-up", que deu as caras primeiramente no blog Carros Inúteis e, posteriormente, figurou no Bizarrices Automotivas. É ou não é?

Ilha do Governador, Rio de Janeiro - RJ.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Ford Custom Deluxe 2-door Sedan 1951

Mais um registro enviado por um amigo, dessa vez trata-se de um raro Ford Sedan 1951 de duas portas, cujo motor é um V8 de 3.9 L e potência de 100 cv. São comuns as transformações deste modelo em Hot Rods. Evidentemente, mas esse não é um exemplo!



O estado de conservação do carro, que já está à beira de ser um sexagenário, é impecável. Os detalhes cromados reluzem e chamam muito a atenção, sobretudo quando agem os reflexos do sol. A cor, um vermelho vivo, atrai ainda mais os olhares de quem passa. A impressão que dá é de que o carro preserva todos os detalhes originais. Os detalhes das rodas, emblemas, interior, tudo perfeitinho.

Só que uma coisa intrigou tanto a mim quanto ao autor da foto. E certamente os mais observadores também ficaram de orelha em pé. Esse teto de cor diferente é raro, e parece ser original. Só que há um potinho de tinta branca e um borrado da mesma cor embaixo do retrovisor do motorista. Estaria o proprietário aproveitando o dia ensolarado prá retocá-lo, e sem a menor cerimônia se ausentou e deixou o potinho em cima do carro? Ainda não consegui solucionar essa dúvida.

Recomendo dar uma olhada neste Ford Coupé, de mesmo ano, que roda pelo Brasil. É impressionante o resultado da restauração pela qual ele passou! Fantástico!

Agradecimento especial ao responsável pelas imagens, meu camarada Thiago Holanda!

Punta del Este, Uruguai.

VW Fusca 1973 - mais ou menos conversível

E viva o Fusca! Esporadicamente, vou postar diversos representantes do carro mais querido de todos. E, é claro, tem de todos os tipos, prá todos os gostos. E esse automóvel é tão simpático, mas tão simpático, que os dois que apareceram no blog foram os preferidos da maioria não-aficionada por carros.

Bom, prá começar eu não consegui chegar a uma conclusão de como classificar o estilo desse Fusca prá poder fazer um título decente à postagem. Deem uma olhada nas fotos e tirem suas próprias conclusões:



Ele é meio que conversível, mas meio que ao mesmo tempo "targa", também. Só que, no final das contas, acaba não sendo nenhum dos dois! Tem um estepe no teto preso por tubos de ferro, que parece dificultar ou até impossibilitar a abertura da capota. Aliás, me intrigou muito essa localização inusitada da quinta roda!

No parabrisa traseiro (que parece ser sólido, apesar da capota) tem um adesivo que diz "Tours / Filmagens / Eventos". Eu só não entendi qual o propósito específico dessa modificação esquisita, e qual seria a serventia dessa adaptação prá esses tais eventos.

Okay, tudo bem. Parece que acabou a esquisitice, né? Daí eu resolvi olhar prá dentro do carro e me deparei com um banco de S10/Blazer especialmente para o motorista! É, como se já não bastasse estar ali, essa "mordomia" é exclusiva do motorista! Nada de banco mais moderno pro carona! Vai entender...

Ah! E quem reparou que tem outro Fusca ali no fundo? Vai ver é prá reforçar aquela teoria de que em todo lugar que tem um Fusca, tem outro...

Copacabana, Rio de Janeiro - RJ.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Chrysler New Yorker Brougham Coupé 1977

Fantástico! Absolutamente extraordinário. Estacionado na rua, em meio ao movimento comum dos carros e pedestres, como outro veículo qualquer, um Chrysler New Yorker Brougham Coupé 1977. E a cereja do bolo fica por conta das placas pretas, exibindo o ano de fabricação dessa sensacional raridade de design atemporal que esbanja formalidade e luxo. Eis as fotos:



A cor, "Spinnaker White", era uma das mais conhecidas na época. Como um toque de elegância a tanto fino luxo, apresenta até o teto de vinil de cor sincronizada. Além de todo esse requinte, ainda é equipado com um gigantesco motor de 7.2 L, com 8 cilindros em V, que gera 375 cavalos e dispensa comentários no que diz respeito à potência dessa imensa máquina.

E não é só no Brasil que é considerado raridade. E o estado impecável em que se encontra, a ponto de receber placas pretas, é algo mais louvável ainda e mais difícil ainda de se ver em qualquer esquina. Não vou dizer que "não tenho palavras". Afinal, tô escrevendo até um texto, com um monte de palavras. Mas é, realmente, esplendoroso.

Ah, sim. Em tempo: O detalhe do adesivo "Mopar" no parabrisa deu ainda mais um toque de requinte. Prá quem não sabe, "Mopar - Motor Parts" (termo utilizado pela marca desde 1920) é a vertente da Chrysler Group LLC responsável por peças de automóveis (originais manufaturadas para veículos Chrysler) e serviço, conhecida e respeitada mundialmente.

Mas a parte chata, no final, vocês já devem até ter percebido na primeira foto. Fica por conta da pequena colisão que gerou um amassado no paralama do lado direito, e ainda quebrou o pisca... Demorei a acreditar quando notei. Como será que aconteceu uma tragédia dessa dimensão? (...) Agora, que já sequei as lágrimas... Mentira, eu não chorei não. Mas prá quem curte chorar, vale a pena, não vale? Dor no coração, etc.

Esplêndido flagra, sem a menor dúvida. Mais um achado do meu camarada Leandro Guimarães, desta vez em solo tupiniquim!


Tijuca, Rio de Janeiro - RJ.

domingo, 21 de novembro de 2010

Maverick GT 1974, Adamo GT 1975, Puma GTE 1975, Puma GTB S1 1976, Puma GTB S2 1980

Parece incrível, mas realmente todos esses carros são de verdade! E de um mesmo proprietário, que não vende sequer peças de nenhum deles. Não tem nem conversa. Soube de um sujeito que está reformando um Puma, se mostrou interessado em comprar as rodas que estão calçando o Adamo, mas nada feito. Irredutível. E os carros vão ficando por aí. Acho que o único que ainda anda é o Puma branco.

Não sei nem por onde começar, prá falar a verdade. Mas vamos lá, primeiro uma foto que enquadra todos os cinco:



Agora, um de cada vez, em detalhe.

Prá começar, o Maverick GT 1974, pintado de uma cor que certamente não é original. Emplacado em Juiz de Fora, consta em sua última licença a cidade de São João Nepomuceno, ambas no estado de Minas Gerais. O estado do carro é bem crítico, com um podre grotesco na lateral, tudo caindo aos pedaços. Não tem os limpadores de parabrisa e praticamente só restaram os faróis na frente.


Detalhe debaixo do capô, onde a situação não está diferente:


O segundo, embora pareça um Puma, é um raro exemplar de um Adamo GT 1975, em situação ainda pior. O que houve foi uma tentativa - frustrada e abortada na metade - de incorporar uma frente de Puma nele. As rodas também são de Puma. Não há faróis, retrovisor nem limpadores de parabrisa. Repara na diferença de altura em relação ao Maverick!





O interior é isso aí: Nada de parte elétrica, além de aguns fios; lixo e folhas vão parar lá dentro porque os vidros estão abertos e não há parabrisa traseiro. Tudo exposto.


Terceiro: o lendário Puma GTB S2, que, prá variar, dispensa apresentações. Sem grade e faróis, lanternas que não são originais, e a fibra castigada.




No cofre do motor, a ferrugem é a que mais sobressai na foto. Ao fundo, o detalhe da charmosa plaqueta com o logo da marca:


Na parte de dentro da garagem, há um Puma GTE 1975. Em comparação aos outros, esse até que não está tão mal assim. Mas nem por isso, dá prá dizer que está bem. Nota-se que falta uma série de peças de acabamento, à primeira vista:



E, prá fechar, o único dos cinco que ainda sai prá passear de vez em quando. Sem dúvidas, o que se encontra em melhor estado. Pode-se dizer até que está num estado razoável de conservação. Raro de se ver, um Puma GTB S1. E tá bem original.



Tentativa frustrada de tirar uma foto do interior. Mas considerei melhor do que nada. Dá prá ver pouco, mas percebe-se que o banco do motorista tá bem surrado.


E é isso. Na minha opinião, bem impressionante, pela quantidade e qualidade. Não é em qualquer esquina que se vê tanto carro que marcou época!

Outra coisa que é bem verdade é que esse indivíduo é completamente louco por Puma!

Ilha do Governador, Rio de Janeiro - RJ.
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