Estava mais uma vez passando, e novamente num domingo de manhã. Típico passeio de carro antigo no fim-de-semana. Em novembro de 24, só consegui fotografar de traseira. Agora, deu pra pegar de frente também.
Um Corcel II, ainda no uso, em pleno 2025. Sei que nas cidades do interior, principalmente no Rio Grande do Sul, ainda se vê Corcel e Corcel II a torto e a direito sendo usados no dia-a-dia. Mas aqui na capital do RJ eles estão bem raros, nos últimos anos. Esse já ganhou faixas, grade da Pampa, lanternas mais novas, perderam-se os frisos laterais inferiores, mas as rodas ainda são as originais, ainda que pintadas de preto, o friso lateral superior ainda está lá, e as polainas plásticas compridas corretas também. Segue cumprindo sua função primária, que é transportar as pessoas do ponto A ao ponto B.
Catete, Rio de Janeiro - RJ.
Aqui, ele aparece de cantinho nessa foto que eu tirei posteriormente do esplendoroso Relógio da Glória:
Em dado momento, reparei que puseram nos vidros um anúncio de venda. Passou mais um tempo e ele sumiu. Pela lógica é bem provável que tenha enfim sido vendido, mas nunca fui conferir nem voltei a ver. Já não se vê mais Chevette com essa carroceria rodando com facilidade por aí nos últimos anos, tanto que em 2023 eu fotografei um de mesmo ano, ainda trabalhando, que justamente me chamou a atenção por isso. Acredito que o branquinho das fotos acima seja um Standard.
Ainda teve mais um carro legal que passou por mim enquanto eu estava ali, depois do Fuscão 72 e do 73:
24/11/2024
O Puma estava muito bonito e original, é outro carro que eu passei a ver de vez em quando depois de ter fotografado. Antes disso, não me lembro dele. Pelas iniciais, já foi registrado no passado no Distrito Federal. Pena que não deu tempo de pegar a frente.
Ainda nos arredores da praça que recebeu o evento de motos, que já dava até pra ver em uma das fotos do Maverick:
21/05/2023
Esse ônibus também está presentes em alguns encontros de carros e motos pelo Rio. Trata-se de um ônibus escolar cujo chassi foi fabricado pela Ford, V8 a diesel, e foi encarroçado pela Thomas com a tradicional carroceria "Saf-T-Liner Conventional".
Nesse carro, a mecânica original foi retirada e deu lugar a um motor Cummins quatro-cilindros com turbo intercooler, mais econômico e de mais fácil manutenção. Mas não só isso, como ele foi transformado em um motorhome completíssimo, com cama de casal e solteiro, ar-condicionado de 12 mil BTUs, cozinha completa com pia grande, fogão quatro-bocas com forno, micro-ondas, forninho, geladeira, banheiro com água quente no chuveiro, tomadas de 12 volts, 110/220, armários e muita engenhosidade.
Alto da Boa Vista, Rio de Janeiro - RJ.
Pra quem ficou curioso e quiser ver, o vídeo abaixo mostra detalhes:
E aqui, material publicitário do chassi Ford B-Series para ônibus escolares, do mesmo ano de 1981:
"1981 Ford B-Series Chassis"
"1981 Ford School Bus Chassis"
Por fim, material publicitário da encarroçadora Thomas, citando não só esse como outros modelos de carroceria:
Quatro diferentes carrocerias Thomas: "Conventional" (das fotos acima), "Rear Engine SAF-T-LINER", "Mighty Mite", e "Minotour"
Mais uma manhã de sábado na feirinha da Praça XV, e achei que valia tirar uma fotinho de um dos carros que levava itens pra vender lá:
04/03/2023
Definitivamente tá cada vez mais improvável ter um Chevette hatch como carro de uso, e é justamente o caso. Tem suas marcas, rodinhas esportivas dos anos 90, e continua na labuta. Adoro ver. Lá mesmo, em 2018, eu vi e fotografei um Gol 84, na mesma função. Não muito tempo antes, vi um Chevette hatch branco no uso.
Ah, sim. E que coisa maravilhosa a parte de trás do Palácio Tiradentes, no fundo da foto.
Difícil ver os "Fafá" preservados e assim no uso ainda, né. Que tem, tem. Mas cada vez menos. Esse daí não tem cem por cento original, mas ainda tá bastante de pé. Uma mudança curiosa foi a escolha dos retrovisores pelos mais antigos, cromados. A cor ainda parece ser uma tonalidade original para aquele ano, cinza Carrara.
Eu não sei vocês, mas eu sempre presto atenção nesses brutos mais antigo trabalhando:
21/12/2021
Pelo cenário, me parece que estava enguiçado. Certamente trabalhou pesado a vida inteira, e assim segue. Gostei também do carro que tá do lado dele, um Peugeot 206 SW Escapade 2007, na sua cor que mais se destaca. Me fez lembrar esse C65 que eu vi em Mogi Mirim/SP, em 2020.
Do jeito que eu gosto: carro antigo de cidade pequena, com evidências de que é somente mais um carro, e não um carro de passeio, de fim-de-semana, ou cheio de frufrus. Parece todo original ainda, teve um bagageiro instalado no teto, e a cor me parece verde Álamo. Tem placas de Muriaé/MG.
Rosé entregue, pegamos a estrada de volta e ainda passamos por essa "cabrita":
15/08/2021
Trabalhadora provavelmente de feira livre, carregando alguns caixotes com verduras. Na labuta, muito bem conservada e razoavelmente original ainda. Essas calotinhas já foram um acessório bastante comum, hoje já nem tanto. A antena é interessante, bem como o adesivo "Cinto abdominal" no para-brisa, obrigatório por um curto período de tempo entre o fim dos anos 90 e início dos 2000.
Nada muito especial, mas me parece cada vez mais escasso qualquer Opala cupê ainda no uso normal, sobretudo com suas características minimamente originais.
Esse carro diferenciado ficou em evidência uma época, mas eu acabei não tirando fotos. Ficou uns bons meses estacionado aí mesmo nessas vagas, em um lugar bastante movimentado (em frente ao campus da UFRJ na Praia Vermelha) e que muita gente passava e reparava. É mais um que eu tirei dos meus arquivos antigos:
15/11/2015
Me lembro de muitos comentarem, me lembro também desse carro anunciado e por um preço não muito alto. O fato é que ninguém que eu conheço se interessou de fato a ponto de ir lá e comprar o carro. Sinceramente não sei que fim levou, mas gostaria de saber. É um carro bem rejeitado nos Estados Unidos, mas por aqui é muito raro. Imagino que pouquíssimos tenham vindo. Quem souber o paradeiro, manifeste-se! Não me lembro quem foi que tirou as fotos também.
Nesse caso, os dois já se desfizeram. O Chevette ficou no Rio mesmo, e a rara Ipanema Flair foi pra Pato Branco/PR. Aqui na Ilha tem uma dessa de uso que apareceu aqui há dez anos e eu ainda vejo rodando.
Aqui, ela junto com um Chevette SL 86 e com a nossa querida Impala 68:
O que me chamou a atenção naquela rua não foi o Passat e seu adesivo, mas esse Fusca:
23/09/2019
Adesivo "álcool" com letras pretas e fundo amarelo, na parte interna da portinhola do bocal do tanque
Emblema "1300L", adesivo "álcool" original
Lanterna "Fafá" tricolor original
Adesivo da concessionária "Wilsonking - Revendedor Autorizado Volkswagen"
Adesivo "Touring - 60 anos bem rodados - 1923-1983"
Adesivo da OAB/RJ - "Sem Justiça não há Democracia"
O que restou de um adesivo - mais um - com referência à VW
Interior original, e uma caixa de bomba de combustível no banco do carona. Indício de que ou funcionou ou tentaram funcionar há não muito tempo
Incrivelmente original, o Fusquinha parecia que tinha parado com pouca quilometragem, e lá ficou por muitos anos, até ser colocado na rua. Provavelmente rodou até pouco tempo depois de colocar as placas cinzas, quase trinta anos antes. Ainda tem adesivos antigos, como o original "álcool" na tampa traseira e junto ao bocal do tanque, o da concessionária Wilsonking no vigia, um do Touring Club do Brasil de 1983 (60 anos de sua fundação) e um da OAB/RJ, também bem antigo. Uma das lanternas ainda era original. No interior, aparentemente tudo de fábrica. Outro detalhe curioso também é a corrente e cadeado na tampa do porta-malas, hábito antigo que já não é mais comum há muitos anos.
A despeito do alto nível de originalidade, tinha vários pontos de oxidação que aparentavam ser superficiais. Não consegui saber sobre a história pregressa, mas como eu já imaginava, em pouco tempo o Fusca já tinha saído dali. Não faço ideia do paradeiro hoje, nunca mais vi ou ouvi falar.
Algumas modificações relativamente comuns como as rodas com desenho Porsche 914 e outras menos vistas, como esses para-choques, retrovisores externos de Fuscas mais antigos e o emblema de caveira na tampa do porta-malas.
Novamente trago um carro de amigo aqui. Fizemos essas fotos voltando de mais um encontro semanal do Opala Clube:
26/05/2017
O que chama a atenção aqui é a configuração típica dos jovens cariocas dos anos 80: suspensão mais baixa, rodas esportivas "Cruz de Malta" e forração dos bancos em veludo. Chegamos à Ilha e aproveitei pra tirar umas fotos dele junto com o Passat LSE, do qual estávamos a bordo no caminho: