Pra encerrar minha breve perambulada pelo estacionamento do shopping:
16/11/2025
Além dos antigos que de lá são mensalistas, que é o caso daquele Niva que aparece ali no fundo, vi também esse Porsche modernoso aí. Decerto essa é uma cor que agrada. Placas de Piracicaba/SP. Tem um 2019 vermelho que vejo sempre pra lá e pra cá aqui na região.
Por alguma razão, o Niva vermelho com olhinhos no para-brisa e esse Porsche azul dividindo o mesmo ambiente me transportaram imediatamente pro filme Carros, da Disney e Pixar...
Não é nenhum super carro, mas mesmo sendo um Porsche dos modelos mais simples, continua chamando a atenção de muita gente. Curiosamente, nessa mesma rua, alguns meses antes eu vi outro Porsche, só que aquele era um 911 Carrera. Pelas iniciais, esse Boxster teve o primeiro emplacamento em São Paulo.
Lá atrás uma esplendorosa casa antiga, cheia de natureza, e mais atrás o prédio antigo que apareceu na postagem recente de um Audi TT
Mas a minha primeira impressão foi um frenesi tão grande, que achei válido postar também, ainda que aquelas fotos tivessem sido tiradas à noite e portanto não estavam tão boas. Agora dá pra ver bem a tonalidade lindíssima e bem "ardida", diferente de tudo o que for passar por perto. Percebe-se também que ele ganhou um trato nesse meio tempo, com muito mais brilho na pintura e já sem o adesivo branco na traseira. Espetacular.
Esse aqui é um daqueles carros que eu não me canso de ver, e sempre que eu encontro, tenho que fotografar novamente. Dessa vez, com um belo sobrado do princípio do século passado ao fundo:
24/10/2025
Ele aparece aqui desde 2011, e a mais recente aparição foi em maio de 25. Nenhuma alteração de lá pra cá, e segue tratado a pão-de-ló. Seu estilo é quase uma viagem aos anos 80, que foi quando boa parte da personalização foi feita. Meu. Foi comprado nessa época e permanece com o mesmo dono, feliz da vida com o carrinho que usa pra passear de vez em quando.
E naquela caminhada ainda deu tempo de um último registro fotográfico:
23/10/2025
E foi na mesma onda do penúltimo, um descapotável de fabricação alemã com aquela Mercedes conversível. Azul bem escuro e com rodas pintadas de preto. E todo modernoso, fazendo contraste com esse lindo e maravilhoso prédio antigo que eu adoro. Pelas iniciais, o primeiro emplacamento foi em São Paulo.
E foi bem aí nesse prédio que eu tirei fotos, lá no começo da existência do blog, de uma Alfa Romeo 164. Isso foi no início de 2011, a mesma época em que saía da fábrica o Audi TT que protagoniza as fotos acima.
Foi mais uma caminhada que rendeu um bocado de foto. Essa Mercedinha passou e eu quase não registrei fotograficamente também:
23/10/2025
Ela já apareceu aqui em uma situação inusitada em 2021, de capota arraiada e carregando um espelho. Registro feito, quatro anos depois segue em excelente estado de conservação.
Andava despretensiosamente pela rua, quando de longe já avistei o que eu parecia não acreditar. Fiquei tão entusiasmado que, apesar de estar falando ao telefone, desliguei imediatamente e fui tirar as fotos. Era nada menos que um Fiat Barchetta, a que fui apresentado quando era criança, em uma revista italiana "Quattroruote" que ganhei da minha tia. Por alguma razão eu criei uma simpatia muito grande pelo carro, e era doido pra ver um desse pessoalmente. Naturalmente nunca tinha visto um no Brasil, e nem quando estive na Itália não apareceu nenhum na minha frente.
Como vocês ou a maioria de vocês já sabe, não sou grande fã dos carros dessa época, mas esse daí definitivamente tocou num ponto nostálgico que eu trago lá da minha infância. Não vou mais esquecer! Foi um momento breve, mas que ficou marcado pra mim. Esse tem a melhor cor possível na minha opinião, teve as belíssimas rodas originais substituídas e tem placas do Paraguai.
Não é a coisa mais comum do mundo ver um Golf conversível por aí (o último que eu fotografei nessa situação tinha sido um de primeira geração, em 2011), sobretudo aqui no Brasil. Mas essa geração é bastante particular. Batizada de "MK3,5", quando você olha de traseira, dá pra confundir com um Golf de terceira geração, o que mudam são poucos detalhes no para-choque e a maçaneta do porta-malas; quando olha de frente, já tem a configuração da quarta geração. Ou seja, o conversível é um híbrido entre as duas gerações, que durou de 1998 a 2002. Uma pena que não tenha conseguido fotografá-lo de frente. Teve a suspensão rebaixada e as trocadas por maiores. Minha preferência é pela configuração original, mas definitivamente não deixa de ser um avistamento muito interessante.
Foi bem aí nesse trecho que eu vi outro Golf, também muito raro no Brasil.
Passou e eu rapidamente consegui tirar o celular pra fazer a foto:
05/08/2025
É só mais uma daquelas Toyota Bandeirantes de turismo que ficam dando voltas e voltas com gringos e turistas em geral pela cidade do Rio de Janeiro. Está muito bem conservada, ao que se vê.
Já era o nono carro que eu tinha fotografado, e ainda tem mais alguns pra frente. Eu sempre adoro rever esse Karmann-Ghia, transformado em conversível, atualizado e "esportivizado" lá nos anos oitenta, e mantido assim, tratado a muito pão-de-ló, sempre lindo e reluzente por onde passa. E olha que lindeza o meu adesivo no para-brisa!
A última aparição dele por aqui tinha sido em 2023, em fotos que eu tirei no supermercado. O registro mais recente dele em movimento fora em 2019, ainda antes da última pintura e tênue repaginação.
A marca que está sendo quebrada aqui nesta postagem é bastante significativa. Desde 2010, quando eu criei este espaço, o ano de 2012 bateu o recorde e ficou marcado como o ano em que eu tinha mais publicações feitas. Isso durou até agora, e 2025 ganha assim o lugar mais alto do pódio, com 957 no total. Grande chance de, até o ano terminar, passar a barreira de mil!
Por essa razão, eu puxei essas fotos de um carro que eu vi em um evento, diferente dos tradicionais flagras por aí, que são o tema central do blog. Foi a única vez que eu vi:
22/09/2025
Trata-se de um raríssimo caso de Monza que foi transformado em conversível pela empresa Sulam, muito provavelmente quando ainda era novo. A modificação era caríssima e super exclusiva, numa época em que as importações eram proibidas e os carros vinham de fora só por meio de corpos consulares ou exceções pontuais. Como se já não bastasse, o Monza conversível passou por mais uma transformação que o deixou com aparência de Mercedes-Benz 190E, serviço que também era oferecido por uma empresa do ramo, nesse caso a Agromotor, e que decerto custou mais um caminhão de dinheiro pra ficar pronto.
O carro que foi usado como base foi um SL/E automático, e pelo visto todas ou quase todas as opções oferecidas foram escolhidas, pra ficar o mais parecido - e o mais caro - possível, incluindo o volante e os bancos de couro da Mercedes. Adoraria saber a história pregressa dessa unidade, imagino que tenha sido uma de pouquíssimas, ou talvez até a única, considerando que nunca existiu originalmente uma 190E com carroceria conversível e portanto não fazia tanto sentido quanto um sedã. Mas não descarto que tenha existido outra, claro, vai saber. Pelas iniciais, o carro já foi do Paraná.
Ilha do Governador, Rio de Janeiro - RJ.
Na pesquisa atrás dessa peça histórica, encontrei um vídeo de avaliação gravado pelo Bellote, que mostra vários detalhes:
Como já era de se esperar, mais uma matéria dele bem ilustrativa, com qualidade e conteúdo; além dela, encontrei também a matéria da revista Oficina Mecânica, de setembro de 1986, bastante detalhada:
"Oficina Mecânica - Transforme seu Monza em Mercedes"
"Uma 'Mercedes 190E. Made in Brasil"
"A partir de um Monza quatro portas, três volumes, algumas empresas estão criando um veículo parecido com a Mercedes 190 E, utilizando componentes originais do importado."
Recentemente postei sobre um Itamar que eu vi em 2013 e só voltei a ver em 2024. Aqui aconteceu parecido:
24/12/2024
Passou ali um JAC EJS-1 da cor mais legal, igualzinho a esse aqui
Primeiro eu vi em 2012, e depois de um hiato de doze anos, passei por ele novamente. Dessa vez foi muito legal porque deu pra vê-lo em atividade, rodando com as capotas arriadas e levando todo mundo pra passear e tomar sol na nuca, em plena véspera de Natal. Belíssimo passeio. Parece que a Puminha passou por uma restauração, com pintura, teve o estofamento refeito em vermelho e ganhou até suas maçanetas originais de volta. Bravo!