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domingo, 4 de outubro de 2020

Mais alguns táxis (e ex-táxis) interessantes

Dessa vez reuni vários de uma vez só (todos táxis tradicionais da cidade do Rio de Janeiro, amarelo com faixa azul) porque achei que não justificaria uma postagem pra cada um, já que não são tão incomuns ou improváveis assim, mas que ainda faria algum sentido mostrar.

(14/08/2016)

Primeiramente, achei interessante esse Toyota Prius híbrido, que sequer se trata de um táxi de categoria especial ou diferenciada. Imagino que não haja ou não tenha havido muitos desse rodando nessa configuração. A propósito, flagrei e postei aqui em 2014 a interessante cena de dois Nissan Leaf elétricos, fora do padrão de táxi carioca, trafegando juntos na Av. Brasil, aqui no Rio também;

(13/06/2016)

Outra versão incomum como táxi é esse Toyota Corolla XRS, versão com apelo esportivo estético e que por essa razão não costuma ser a escolha dos taxistas;

(28/10/2019)

Mais uma improbabilidade (lembrando que tomo como referência a cidade do Rio de Janeiro, que é a minha amostragem pessoal; é um mercado grande e central, e que pode refletir nas frotas de outras cidades do país, mas que naturalmente poderá também apresentar - e apresentará - maiores ou menores incidências de determinados modelos e versões em relação a outras regiões) é esse Ford Fiesta Sedã, que dificilmente vejo amarelinho com faixa azul, sobretudo na versão topo de linha "Titanium";

(29/04/2018)

Também menos visto - mas até que nem tanto - é o Renault Mégane Grand Tour, de que eu particularmente gosto bastante;

(11/08/2014)

(21/11/2018)

Hatches não costumam ser a opção mais escolhida pelos motoristas de táxi, e inclusive nos últimos anos passaram a ser proibidos na cidade do Rio, bem como os carros com mais de 6 anos de uso. Os Fiat Mille e Novo Uno acima são da "última leva" dos hatches a rodarem na praça na cidade;

(10/09/2014)

Esse Santana também não poderia mais estar rodando, dessa vez por conta da idade. Também foi dos últimos a ainda rodarem antes dessa nova legislação, e me lembro bem que esse carro estava muito bem conservado. As rodas me parecem ser dos GLi 1996, mais antigas que o carro, que pelos para-choques e lanterna traseira, é de 1999 até o fim da produção, em 2006. A quantidade de Santana táxi que vimos rodando, em todos os estados de conservação, era impressionante! Às vezes dá saudade de vê-los por aí;

(23/09/2014)

(23/09/2019)

O bônus que eu acrescentei aqui foram esses dois ex-táxis. Se é raro ver um táxi rodar em estado razoável por tantos anos, o que dirá continuar circulando ainda mais depois de "aposentado" da praça. O Verona não era dos mais vistos em amarelo e azul, mas muito longe de chegar a ser raro também. A Kombi não era exatamente um táxi, mas fazia serviço de lotação, usando a mesma combinação de pintura. Já postei aqui uma Kombi "táxi" 1997 em atividade em 2012!

Nada muito impactante dessa vez, seguimos com mais táxi na próxima publicação!

Rio de Janeiro - RJ.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Fiat 147 táxi 1979

Seguimos com os táxis mais antigos, com essa Fiat 147 que continua no serviço no estado do Rio de Janeiro, mesmo com seus 41 anos de história!

(29/03/2018)

Tem detalhes interessantes, como as rodas antigas, o aerofólio e os faróis de milha. O bagageiro contrastam com os outros acessórios, mas imagino que seja funcional em alguns casos, uma vez que o espaço pra carga não é dos maiores nesse carro.

Não me lembro quem foi que mandou a foto, quem souber me diga pra eu editar aqui.

Itaguaí - RJ.

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

"Ponto de táxi" - Verona, Opala, Fusca e Monza

Ao selecionar as fotos pra postar, preferi não criar uma ordem - cronológica ou qualquer outra - porque seria mais um obstáculo até voltar à ativa aqui. A Parati táxi do post anterior foi escolha aleatória. Mas daí eu resolvi trazer em seguida outros cenários interessantes dentro da mesma temática. As fotos abaixo podem causar confusão na cabeça à primeira vista, mas não há nada de mais acontecendo:

(02/12/2018)

A arrumação de táxis antigos era parte de alguma gravação, e certamente causou impressões nostálgicas nos transeuntes mais observadores. Diria que a filmagem replicava uma cena nos anos 90, reparem na atenção aos detalhes. Táxis costumam ser carros de uso constante, e consequentemente desgaste constante. Os carros enfileirados não estão em impecável estado de conservação, propositalmente. O Fusca "Itamar", mais novo deles, ajuda a reforçar essa impressão, uma vez que aparenta estar bem conservado, considerando que seria ainda novo, com pouco uso. Seguindo essa lógica, seria uma representação da segunda metade de 1993 em diante. 

Quem tirou as fotos foi o amigo Gustavo Aguiar!

Aeroporto Santos Dumont, Rio de Janeiro - RJ.

É conveniente lembrar que ainda hoje, na região da Usina/Alto da Boa Vista, na zona norte do Rio de Janeiro, ainda há um (que eu postei aqui), mas até pouco tempo ainda eram dois (veja aqui, em outro blog), Fusca Itamar que roda como táxi com autorização especial!

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

VW Parati táxi 1996

Muitos amigos e leitores perguntam periodicamente sobre a postagem de "flagras" aqui. Eram muito frequentes nos primeiros anos de blog (2010 a 2014, por aí), depois foram ficando mais escassas e praticamente acabaram dando lugar quase que exclusivamente às coberturas de eventos. Recentemente venho pensando em organizar e tenho separado tudo o que tenho de fotos por algum motivo interessantes (a grande maioria minha, algumas tiradas e enviadas por amigos) e ir publicando tudo aqui aos poucos. Diariamente, como era de costume. A ampliação do acesso a celulares com câmera (o que foi ótimo, por sinal) e das redes sociais, e a facilidade das pessoas em postar e receber feedback imediato de fotos por lá acabou me deixando um pouco desanimado a fazer essas publicações mais burocráticas por aqui. Sinto vontade de voltar a essa prática, portanto cá estou pondo isso em prática. 

Essa Parati táxi da foto é conhecida de muitos dos insulanos mais atentos à frota local. Havia duas iguais, de dois irmãos portugueses que rodavam no mesmo ponto, o do Hipermercado Extra (que quando foram postas na praça, em 1996, ainda era o "Bon Marché", que aliás é como muitos dos mais antigos se referem ao local até hoje, e que mudou de nome pra "Extra" em 2002). O detalhe interessante é que as duas continuaram exercendo seu ofício por muitos anos, quando a maioria dos "quadrados" já tinha se aposentado. Infelizmente na época não consegui fotografar nenhuma das duas, mas um grande amigo - sempre presente aqui - me mandou essa imagem capturada por ele, feita em 2011 ou 2012, certamente por estar tão surpreso quanto eu ao vê-la ainda em pleno serviço! Achei que fosse ficar sem o registro visual, mas aí está!

Obrigado, André Grigorevski, pela foto!

Ainda dentro dessa temática, tivemos aqui na região também um Tempra 1996 que trabalhou na praça até pouquíssimos anos atrás. Cheguei a mostrá-lo aqui, ainda na ativa em 2013, muitíssimo bem conservado no auge de seus 600 mil km! E além dele, um Monza 1992, também na ativa em 2013!

Ilha do Governador, Rio de Janeiro - RJ.

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Ford Corcel II Van - "Registro em Limeira - SP" (Cadastro, parte 4)

Finalmente com o último post, esgotando todas as informações que eu tenho por ora acerca da versão (Vejam as partes 1, 2 e 3, caso ainda não tenham lido). 

O registro que segue é de grande valor pra história desse utilitário produzido pela Ford e desconhecido de praticamente todo mundo. Nas postagens das propagandas ou do meu carro nas redes sociais, aparecem pessoas que contam um ou outro relato de algum exemplar que já tenham visto ao longo dos anos. Mas um desses causos chamou a atenção, uma vez que é um testemunho com fotos! Vamos então a elas:









Copio abaixo os detalhes que nosso leitor forneceu:

"Esse carro era de uma farmácia em que eu trabalhei, em Limeira/SP. Usávamos ele pra fazer coletas e entregar alguns medicamentos em empresas. Eu me lembro que quando entrei na farmácia, ela ficava guardada em um estacionamento. Quando me disseram que iria dirigir ela, o sorriso veio na hora. A primeira coisa que fiz foi levar ela pra minha casa e lavar ela todinha. 

Na semana seguinte, percebi em conversa com outros funcionários que o antigo motorista não tinha cuidado nenhum com ela, e pedi para o dono da farmácia deixar eu levar no mecânico para fazer uma boa revisão. Ele deixou e não tinha muita coisa para fazer, mas poucos meses depois ele vendeu ela e comprou um Uno Mille Eletronic. Depois disso, nunca mais vi ela. Mas te garanto que as fotos que tirei dela foi uma despedida. Eles avisaram que iriam vender e eu fui pra casa e tirei as fotos com ela. Acho que foi vendida para Taubaté/SP."

O ano exato do carro ele não se lembra, mas a tampa da mala ainda era original, sem vigia. A farmácia não existe mais, e o registro deve ser de meados dos anos 90, provavelmente perto da transição entre placa amarela e cinza. Ficamos muito gratos pelo laço sentimental que o amigo criou com o carro na época, ainda que sua relação com ele tenha sido breve. Essa decisão improvável - principalmente se considerarmos que naquela época era muito mais raro fotografar - acabou proporcionando essas fotos, que estão servindo para contar a História dessa rara versão!

Sobre os detalhes, as rodas parecem ter as calotas centrais vermelhas, usadas nos L, bancos e volante mais modernos. Todas as modificações foram feitas com peças da linha Corcel II. Para-choques pretos corretos, ausência de frisos correta, painel sem revestimento, também correto, e tampa do boca do tanque de combustível correto, de metal e na cor do carro. Aliás, pelas evidências, a cor branco Nevasca parece que foi a mais comum mesmo, o que é esperado para carros de trabalho. 

Encerro aqui mais essa parte, com o último registro que temos de um Corcel II Van acompanhado de fotos. Continuamos a saga nos próximos episódios!

Muitos agradecimentos ao Daniel Gomes pela preciosa e histórica contribuição!

Limeira - SP.

Reforço que quem, assim como o Daniel, tiver relatos, com ou sem fotos, de Corcel II Van, por gentileza entre em contato para que possamos agregar à pesquisa! Agradeço desde já!

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Ford Corcel II Van - "Visto no SPTV em 1988" (Cadastro, parte 3)

Dou continuidade (após as partes 1 e 2) aos registros de Corcel II Van. Diferente dos anteriores, esse provavelmente é o caso de uma unidade que já não deve mais existir. A aparição ocorreu em uma matéria do SPTV 2ª edição, do dia 21 de dezembro de 1988, em que uma repórter falava ao vivo sobre as chuvas na cidade de São Paulo, aleatoriamente, enquanto fazia uma curva à direita:


Assim como no caso anterior, não podemos "assinar com o sangue", mas é praticamente certo que se trate de uma. Já com alguns anos de uso, provavelmente trabalhando ainda, parece ter um logotipo na porta, que eu diria ser da empresa pra qual trabalhava. Por se tratar de um utilitário, usado pra trabalho, muitas vezes severo, é possível afirmar com certa segurança que o furgão da imagem não esteja mais circulando por aí.

A matéria estava disponível na íntegra no YouTube, mas no momento em que fui buscá-la pra incluir nesta postagem, o vídeo já não estava mais no ar. É uma pena, pois gostaria de agregá-lo à publicação, como parte do material. 

São Paulo - SP.

domingo, 6 de setembro de 2020

Ford Corcel II Van - "Visto no Google Street View" (Cadastro, parte 2)

Conforme prometido, dou seguimento ao resultado parcial da minha busca por mais registros de unidades do pouco conhecido furgão. Quem fez esse achado foi o mesmo amigo que participou da documentação do exemplar do post anterior. Dessa vez, por meio do Google Street View:



Infelizmente não temos acesso às placas ou ao número de chassi do veículo, portanto não é possível dar certeza de que se trata de fato de um Corcel II Van. O que podemos dizer é que é muito provável que seja e que deve ser, uma vez que não era nada comum transformar uma Belina em furgão. No entanto, vimos evidências de que o contrário acontecia. A cor da carroceria (que pela resolução da imagem pode ser branca ou bege) é outro indício, pois era mais comum nos furgões.

Observamos que a tampa da mala tem vigia como na Belina, possivelmente tendo sido trocado, e vemos outras alterações como os retrovisores, o emblema traseiro "Corcel" e a tampa do bocal do tanque, substituída por uma de fabricação paralela, de plástico preto. Uma das rodas dianteiras está correta para a versão, e a outra está coberta por uma calota, dos primeiros Corsa Super, curiosamente já não muito comum hoje.

As fotos foram salvas e editadas, e o amigo não se lembra a localização exata em que encontrou, nem a cidade. Mas foi no estado da Paraíba.

O mesmo que eu disse antes vale para essa postagem: se alguém souber algo mais sobre o carro das fotos, fique à vontade para comentar aqui embaixo. Aguardem o próximo "episódio"!

Agradeço por mais essa, Davi!

Paraíba.

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