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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Renault 4CV "Rabo Quente" 1947

Aos que sentiram falta dos carros antigos, aí está!

Antes da chegada do Fusca no país, um compacto importado de motor traseiro chamou a atenção dos brasileiros justamente por uma característica marcante do Fusca: o motor traseiro. Isso fez com que ele ganhasse o carinhoso apelido de "Rabo Quente" em nossas terras (seu apelido em Portugal, por exemplo, é "Joaninha"). Seu pequenino motor de 760 cm³ que gerava 17 cv não parecia tão fraco a quem guiava, já que o carrinho pesa algo em torno de 600 kg. Fez sucesso na Europa e na América do Sul. Há indícios de que o primeiro Renault tenha chegado ao Brasil como modelo importado em 1950, portanto, antes da chegada do Fusca.

O pequeno francês foi originalmente desenhado durante a Segunda Guerra, tendo sido apresentado ao público em 1946, no Paris Motor Show. No ano seguinte, foi posto nas revendas. A ideia era que o carro tivesse inspiração nos carros "guerreiros" feitos pela Volkswagen, especialmente o Beetle, ou Fusca. Apesar do estado da Economia na França naquela época e a consequente incerteza quanto ao seu sucesso, vendeu 37.000 unidades em 1949 e foi o carro mais popular daquele país.

Pois bem. Hoje, despretensiosamente, me deparei com um desse na rua e, claro, parei prá fotografá-lo:



Repare nos paralamas traseiros e lanternas, de Fusca, improvisados










motor VW a ar


painel bem simples, com o mostrador ao centro e um pequeno porta-luvas


detalhe da chave na ignição

Minha primeira impressão, quando passei e vi a traseira, era de ter visto um Fusca modificado. Reparem nas lanternas, que me induziram ao erro. Após parar e ver com calma, notei que de fato tinha me equivocado. Enquanto fazia o registro, um senhor me sugeriu que abrisse a porta para uma foto bacana. Assim fiz, enquanto conversava com ele. Sirênio, o proprietário, falou um pouco sobre seu carro e não se incomodou com as fotos. Mais um que deu apoio!

O estado de conservação, no geral, é muito bom. Há, sim, muitos detalhes ausentes, como frisos e emblemas. Além disso, se fez uso de peças improvisadas, como os retrovisores (genéricos e diferentes entre si), os parachoques, volante, rádio e limpadores de parabrisa. Não sei se as rodas são originais. Apesar disso tudo, havemos de convir que é um carro usado no dia-a-dia e não uma peça de coleção. Além do mais, as entradas de ar na traseira, maçanetas, porta suicida, estão todos no lugar. Seu dono precisa improvisar, se quiser continuar andando com o carro, visto que a busca por peças nesse caso é árdua.

Um dos improvisos me chamou a atenção. Além de lanternas de Fusca, parece que os paralamas traseiros também são do besouro. Repare que a tampa do motor é original, mas ao comparar a foto de lado com a foto de um modelo todo original, dá prá ver que o paralama é "intruso". A diferença é pequena, não tirou a harmonia do desenho.

O ano do carro me intrigou: 1947, uma vez que a chegada do modelo ao Brasil se deu no ano de 1950. Acho, portanto, que deve ter vindo da Argentina ou Uruguai (países que tiveram boas vendas dele), e posteriormente ter sido legalizado prá rodar aqui. É só um palpite. Se alguém tiver uma opinião mais pontual, se manifeste!

Ilha do Governador, Rio de Janeiro - RJ.

15 comentários:

  1. É bem provável que tenha sido usada mecânica do fusca.Pedais de freio, acelerador e embreagem tem a mesma disposição, e o marcador de combustível no painel é o mesmo usado pela VW.Pela tampa do motor, no lado esquerdo, se vê a bobina também disposta como nos besouros. Um achado. Belas fotos.

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  2. Ele está com mecânica de Fusca (pedaleiras, escapamento, rodas etc), o que para uso no dia-a-dia é uma boa solução. Aliás, a maioria dos Rabo-Quentes, que restaram usam mecânica Volks.

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  3. Uma graça! E mais interessante ainda ele ser usado como um carro "normal".

    Esse carro, pelo pouco que sei, era relativamente comum por aqui nos anos 50. Por algum motivo, provavelmente o pouco interesse em preservar um modelo popular, não restaram muitos por aí... Soube que um amigo em Niterói comprou um, que já estava no meio do caminho de uma restauração, e vai terminar o carrinho.

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  4. Ricardo Souto (via facebook)25 de outubro de 2011 02:48

    Nunca vi, o mais curioso é que esse carro estava pertinho de casa hahahaha.

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  5. Gustavo Machado (via facebook)25 de outubro de 2011 02:48

    Conheço, mas nunca vi um no Brasil.

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  6. Vixi, nunca vi um desses na rua, mas o 4cv foi o primeiro carro da minha avó, lá pelos idos dos anos 40 (aqui mesmo no Rio de Janeiro), sendo trocado por um Hillman no início da década de 50. Salvo engano, tenho ao menos uma foto do carrinho (era preto).

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  7. Putz, Marcos! Dá uma vasculhada aí e envia a foto, se puder, que aí eu publico! Seria muito interessante! Se tiver outras também, melhor ainda! :)

    Abraço!

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  8. Esse carro é do meu tio... Realmente ele tem mecanica fusca, além de algumas partes... É o xodó dele.. ele não vende, não empresta, muito menos dá o carro. Esse carro se não me engano tem mais de 40 anos com ele..Meu tio é a pessoa que se encontra sentado no Bar em uma das fotos, pessoa da melhor qualidade. Um dia ainda vou convence-lo à vender para trazer o carro para Vitória/ES e restaura-lo. Já dei uma garimpada na internet e achei algumas partes. Apesar de hoje ter um corolla 2006, o valor afetivo desse carro e as lembranças da infância valem muito mais que um carro moderno e confortável.

    Ass, Rodrigo Dellatorre

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  9. ja vi um carro desse ,nao achei legal,mas gosto é gosto...

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  10. Carlo Paolucci (via facebook)27 de janeiro de 2012 15:40

    Matheus, esse carro foi restaurado pelo mesmo coroa q fez minha Bel Air wagon. São vizinhos na Ilha, o carro tão estava destuído quanto o meu.O cara é um gênio, seu lema é: " Com fogo & água faço qualquer carro reaparecer".

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  11. Orlando Fredigotto Jr. (via facebook)1 de março de 2012 17:19

    Lindo este Renault 4CV "Rabo Quente" de 1947,simplesmente lindo!

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  12. Zelindo Oliveira (via facebook)7 de maio de 2012 19:15

    Neste modelo eu já andei.

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  13. Américo Salomão (via facebook)7 de maio de 2012 19:16

    Eu tive um quando era jovem, troquei por uma maquina de fazer tricô Lanofix, eu e o antigo dono ficamos contentes com a troca. Vou procurar as fotos e coloco para você ver.

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  14. Zelindo Oliveira (via facebook)7 de maio de 2012 19:16

    Adoro este modelo ficarei feliz com as fotos.

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  15. Esse carrinho é demais... compramos um de corrida...que da baile em muitos novinhos... esse, como o nosso veio do Paraguai... antes de 50 nao houve importação para o Brasil...

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