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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Citroën C4 VTR 2008

 Quem imaginaria que esse carro, quase vinte anos depois de sair novinho da concessionária, estaria assim?

25/08/2025

Eu me lembro quanto eu gostei desse carro da primeira vez que eu vi. Os primeiros que eu vi na rua pareciam algo como naves espaciais pra lá e pra cá. Não havia nada parecido na concorrência com uma traseira dessa, um vigia nesse formato. Esse volante que girava e o miolo ficava parado no meio é alucinante.

O tempo foi passando e esses carros foram sumindo, e hoje só sobraram aqueles que ainda resistem, ou dos que fazem questão de manter. Esse aí da foto já não tem mais o retrovisor esquerdo e perdeu as rodas de liga leve originais, que deram lugar a essas de ferro, pretas e sem calotas. E a parte mais legal é que agora está coberto por grafites: arte em cima da arte. Mas não parece abandonado, tem pinta de que segue no uso. Talvez não com a mesma pompa e circunstância de quando era novo, mas ainda assim lindíssimo. Teve o primeiro emplacamento aqui no Rio, mas hoje tá registrado em Caxias do Sul/RS. 

Copacabana, Rio de Janeiro - RJ.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

VW Karmann-Ghia 1969

Já no estado do Paraná, tivemos a impressão de ter visto algum carro bem antigo encapado em um terreno, mas quando fomos conferir não passava de um alarme falso... Acontece que, voltando pra estrada, avistamos algo que valia uma foto!






Brasão "Paulistarum terra mater"

"Karmann-Ghia"

Emblema "morcego"







Escondido atrás de um monte de carros mais modernos, lá estava esse lindíssimo Karmann-Ghia (e não estava só, repararam?)! Gostei demais, é um dos modelos que mais me agradam entre os antigos, e tem alto nível de originalidade, tanto no exterior quanto interior. A forração dos bancos é linda e parece que está correta de fato. Esses para-choques dos mais antigos estão cada vez mais raros. Reparem no rádio original! Só tiraria essas faixas brancas dos pneus, pra ficar perfeito!

No próximo post, o azulzinho que o fazia companhia!

Campina Grande do Sul - PR.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Ford Standard Coupe 1940

Esse é o tipo de flagra que para tudo! Essa época é matadora, os carros eram feitos com um capricho sem igual...



"Club Ford V-8 Argentina"






Como eu sempre digo aqui, gosto muito de carros em tom marrom. E sou completamente louco pelos Ford desses anos, especialmente 1940. Prova disso é o banner de "madeira" ali na parte de cima do blog, que mostra um vermelho. Também já comentei que, na Argentina, até os anos 40, todos os carros tinham a direção do lado direito, devido às leis de trânsito locais, no modelo britânico. Fotografado na terra dos nossos hermanos, esse não poderia ser diferente. Segundo meu camarada, autor das fotos, o atual proprietário é o terceiro dono, e tem o manual original. Quanto ao estado geral e originalidade, está impressionante! Simplesmente magnifico, um clássico...

Contribuição valiosa do Fernando Robady!

Puerto Madero, Buenos Aires, Argentina.

domingo, 6 de maio de 2012

Cord 810 Westchester Sedan 1936

Sempre achei esse carro simplesmente espetacular (tá começando a me faltar adjetivos)!






A frente dele é um show à parte... E é mais um extremamente raro. Os Cord foram fabricados pela Auburn Automobile entre 1929 e 32, depois voltaram em 36 e 37. E só! A escassez desse modelo no mundo todo talvez justifique o preço a que está anunciado, vide parabrisa... Mas esse é apaixonante!

Sempre com Hugo Bueno!

Águas de Lindóia - SP.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Citroën SM 1972 no Brasil, em detalhes!

Um dos maiores achados desse blog estava muito próximo a mim e eu não sabia. Demorei a acreditar quando eu vi essa obra de arte diante de meus olhos:



Bem, fica difícil até de começar, tamanha é a história que esse clássico carrega. Revolucionário e muito a frente do seu tempo, foi apresentado no Salão de Genebra no ano de 1970. Por que revolucionário? Não precisa nem entender muito do assunto prá chegar à conclusão de que suas linhas transpiram personalidade.

A traseira evidenciava a notável preocupação aerodinâmica: coeficiente aerodinâmico recorde prá um carro produzido em série


Além de ter herdado o desenho da carroceria, veio prá aprimorar o já revolucionário Citroën DS, lançado em 1955. A ideia era criar uma versão luxuosa e esportiva dele, daí veio o "SM" (Systeme Maserati). A suspensão era praticamente a mesma usada no DS, porém mais refinada, para eliminar seus pontos fracos; os freios também eram similares, apesar de o SM possuir disco nas quatro rodas; a tração dianteira foi mantida, bem como o sistema hidráulico central de alta pressão, que controla suspensão, freios, transmissão, faróis e direção.

Já era uma característica fundamental dos Citroën a suspensão hidropneumática e não era surpresa que ela equipasse também o SM. Estava sempre nivelada, em qualquer que fosse o terreno, transportando a carga que fosse. Eram três níveis de altura, conforme a situação exigisse. A suspensão baixava ao estacionar. Bastava girar a chave e, trinta segundos depois, lá estava a suspensão na sua posição normal.

Recorde de frenagem em todas as categorias em sua época, devido aos freios hidráulicos de canal duplo e discos inboard, de montagem interna. Além disso, tornou-se o carro de tração dianteira mais rápido do mundo, chegando a atingir 235 Km/h em testes (220 Km/h declarados pela montadora).

Detalhe dos pedais

A transmissão era seu aspecto mais convencional. A maioria tinha caixa manual de 5 marchas, com embreagem comum. Mais tarde, foi disponibilizada uma caixa automática de 3 marchas Borg-Warner. (Nessa versão, sua potência aumentava em mais de 15 cv e sua cilindrada passava a 3.0 L).

Câmbio manual de 5 velocidades; botões de acionamento dos vidros elétricos

Era um carro tecnologicamente impressionante, prá sua época. Foi o primeiro automóvel do mundo a ter direção hidráulica com assistência variável, que ficou conhecido como "VariPower" ou "SpeedFeel". Esse sistema era tão complexo que bastava o volante dar apenas uma volta prá ir de um batente a outro. Além disso, contava com o mecanismo de autocentralização: se girar o volante com o motor ligado, a direção retorna sozinha prá posição central. Com o motor desligado, era impossível virá-lo. Um novo sistema, variável conforme a velocidade, reduz a assistência em velocidades altas.

Os faróis, também controlados pelo mesmo sistema hidráulico, ainda hoje são novidade. Por trás de uma espécie de lente protetora, estão seis refletores. O par de quadrados menores, que fica nas extremidades internas, acompanha o movimento do volante (o que até hoje é novidade nos comerciais dos C4!). Reparem que a placa é afixada também dentro dessa "bolha". Como o mesmo sistema controla também a suspensão, a altura do facho de luz era regulada automaticamente de acordo com o peso na traseira. 



Adesivo remete a seu país de origem: a França

Reparem nos seis faróis e na grade, posicionada abaixo do parachoque



Detalhe do recorte que proporciona ventilação: logo Citroën, motor Maserati

O interior segue o estilo externo, lindo. Volante de um raio só com ajustes de altura e profundidade. O painel de instrumentos por trás dele conta com velocímetro, conta-giros, termômetro de água, amperímetro, nível do tanque e relógio. Havia ainda um sistema de verificação e controle, que alertava sobre o nível dos fluidos, lâmpadas queimadas e pastilhas de freio gastas. De série, vidros elétricos, ar condicionado e rádio. No banco traseiro, apoio central de braço.

O volante de um raio só e o moderno painel

Fácil visibilidade do painel de instrumentos: um dos benefícios propostos pelo desenho do volante, de um só raio



Detalhe do banco traseiro, com cintos de três pontos e apoio central para braço

Ufa! Depois desse papo todo sobre a impressionante aparência estética...

Seu motor foi desenvolvido em parceria mítica com a Maserati, era um V6 derivado de um V8 da marca italiana, de pouco mais de 2.6 L, que produzem 172 cv com três carburadores Weber de corpo duplo. O propulsor Maserati V8 teve de "perder" dois de seus cilindros porque deveria ficar pronto em somente seis meses e precisava ser extremamente compacto e leve e não poderia ter cilindrada superior a 2.8 L. Esse era o limite imposto pela tributação francesa que tornaria o carro caro demais, mesmo para um modelo de luxo.


Reparem nas "bolas verdes": as importantíssimas esferas hidropneumáticas

Detalhe do logo Maserati

No âmbito cinematográfico, já participou de um sequestro do personagem de Ben Stiller no filme "Zoolander" (2001) e de Charles Bronson em "Breakout" (1975). Teve participação no clipe "I get lonely", de Janet Jackson. Na "vida real", já teve proprietários como o jogador holandês Johann Cruyff, o ator Lee Majors e o escritor inglês Graham Greene. Idi Amin, presidente de Uganda entre 1971 e 1979, possuía nada mais que sete! Prá finalizar, o comediante Jay Leno ainda hoje possui em sua coleção um SM 1972.

Foram produzidas, ao todo, 12.920 unidades, das quais 2.492 destinadas à exportação prás Américas, todas elas especificamente para o mercado norte-americano. Só que essas tiveram seu desenho um pouco alterado, tirando parte do seu charme e elegância. Não contavam com seus seis faróis, por exemplo, pois eram contra a lei nos Estados Unidos.

A respeito do exemplar flagrado, como se já não bastasse tudo isso, pouquíssimas unidades (estima-se apenas 10) vieram ao Brasil. Dessas, um número ainda menor tem o paradeiro conhecido. Até onde se sabe, há registros de 3 (três) no Brasil: dois no Rio de Janeiro e um em São Paulo. Certa vez, postei no blog um flagra em um evento em Niterói - RJ, de um SM 1972, também. Apesar da placa também ser de Niterói, não são o mesmo carro. Na foto não dá prá ver legal, mas o outro é prata. Esse, dourado. Portanto, é bem capaz que sejam os dois únicos no estado do Rio! E olha que eu disse no outro post "Sinceramente, nunca me deparei com um desse na rua"! Agora eu sei o porquê, e estou satisfeito por nunca mais poder dizer isso! :)

Ilha do Governador, Rio de Janeiro - RJ.
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