Páginas

WELCOME! / Bem vindos! / Bienvenidos! / Benvinguts! / Ongi etorri! / Bienvenue! / Benvenuti! / Wilkommen! / Welkom! / Välkommen! / Tervetuloa! / Üdvözöljük! / Hoşgeldiniz! / Добро пожаловать! / Καλώς ήρθατε! / გამარჯობა! / ようこそ! / 歡迎! / 환영합니다! / आपका स्वागत है! / வருக!


Mostrando postagens com marcador detalhe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador detalhe. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Hofstetter 1987

Agora é hora de parar tudo e admirar as fotos dessa completa raridade!







Como se já não bastasse ter se deparado com um dos mais raros esportivos nacionais - talvez o mais, nosso colaborador ainda o flagrou numa situação corriqueira, do dia-a-dia, abastecendo no posto, e não em um evento especifico. Isso é ainda mais difícil de acontecer! Como bem me contou, esse dia ele resolveu mudar o trajeto na volta pra casa, e foi devidamente recompensado. Já pensou se ele vai pelo caminho de sempre e perde essa?

Bom. Muitos não conhecem e sequer ouviram falar nesse carro. E isso é muito justificável. Registros dão conta de que foram produzidas apenas 18 unidades. O modelo exclusivíssimo e de desenho ultramoderno foi fabricado entre 1982 e 1984, ano em que foi apresentado no Salão do Automóvel. Dois anos depois, começou a ser vendido. Tem a formatação típica de muitos esportivos nacionais, com chassi próprio, carroceria de fibra de vidro e componentes derivados de diversos outros carros. A motorização é Volkswagen: AP 1.8 nas primeiras unidades, com turbina e kit que entregavam 157 cavalos, e 2.0 nas posteriores, com 175. O câmbio também é Volks, o sistema de direção e a suspensão dianteira são do Chevette. A suspensão traseira é a dianteira do Passat, invertida. 

O exótico esportivo trazia banco de couro e ar condicionado, entre outros equipamentos. Nas primeiras unidades, vinha com janelas que não se abriam. Logo, passaram a vir com uma pequena janela corrediça, que facilitava em situações como pedágios e entradas de estacionamento, por exemplo. Antes da mudança, era necessário abrir a porta nessas ocasiões. O preço pra ter um desses era exorbitante, o valor da exclusividade. Com um desse, era possível comprar, pra efeito de comparação, três Escort XR3 do mesmo ano, e ainda sobrava um trocado.

Voltando ao exemplar fotografado, é de cair o queixo de tão lindo. Sem nenhuma adaptação aparente, lindo como deve ser. Duas coisas me deixaram curioso: teria essa unidade sido fabricada com a pequena janela somente na porta do motorista? Eu acho muito provável, tendo em vista o diminuto universo desse modelo. Acho improvável uma eventual improvisação nesse (e em qualquer outro) sentido. Outro detalhe é o aerofólio traseiro, que oficialmente passou a equipá-los somente em 88. Arriscaria dizer que já veio de fábrica, também. Fiz questão de não apagar a placa, pois faz parte dos detalhes pontuais!

Confesso que essa contribuição me arrancou suspiros!

Brilhantemente flagrado pelo Ígor Calza!

Passo Fundo - RS.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Mini Cooper 1969

Mais um na viagem de um leitor a Gramado!










Esse é lindo demais, parece ter passado por uma boa reforma recentemente... O detalhe do teto é bem característico no modelo, um charme à parte, diga-se. E detalhe interessante é o que não falta, olhem o detalhe das calotinhas centrais também, placa do ano...  A pintura parece um espelho!

Me lembrou muito um Mini Cooper Sport 66 que eu vi na rua e postei aqui!

Quem manda é o Leonardo Marasciulo!

Gramado - RS.

domingo, 11 de setembro de 2011

Carro do Leitor - "Coleção" de 2 Jeep Grand Cherokee!

De volta com a seção "Carro do Leitor", as fotos de hoje novamente vêm acompanhadas de uma interessante e singular história:









O texto é só uma adaptação e revisão do que eu recebi por e-mail, do proprietário:

"Fotos e história de uma Grand Cherokee Limited LX 1998, série especial com motor 5.9 V8, além de uma Grand Cherokee Laredo, também de 1998. Via esse carro em uma garagem, por algumas vezes que passava naquela rua. Sou grande fã do carro e já tinha desde então uma Laredo do mesmo ano. Um belo dia, decidi perguntar ao proprietário se estaria interessado em vender o veículo. Conclusão: hoje esse monstro é meu, super bem conservado, sem GNV nem blindagem (nunca teve nenhum dos dois), tudo no veículo funciona. Destaque para o motor, que tem um ronco incrível e uma potência de surpreender muitos desavisados! Com duas toneladas, o bichão é capaz de fazer de 0 a 100 em 7 s, tem 245 cv e 49.31 Kgfm de torque (câmbio automático).

Em breve, entrará em fase de preparação e ganhar alguns cavalos a mais com a ajuda de novos cabeçotes Mopar Performance e um sobrealimentador (Supercharger), entre outras coisas, para tentar chegar aos 450 hp!

É isso, por enquanto! Segue fotos do filhote..."

Uma bela dupla, sem dúvida!

Contribuição do Colbert Bramont!

São Paulo - SP.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Chevrolet Monza Classic 500 EF 2 portas 1990

Pouco tempo depois do lançamento do primeiro carro com injeção eletrônica fabricado no Brasil, o Gol GTi, pela Volkswagen, a Chevrolet lançou o primeiro GM brasileiro com essa tecnologia, o Monza Classic 500 EF. A versão configurava uma edição especial, em comemoração à conquista das 500 Milhas de Indianápolis, por Emerson Fittipaldi.





Esse aí de cima era um dos carros de alto luxo de produção nacional (O Santana EX era seu concorrente à altura, nesse quesito). Não tinha opcionais, a não ser a pintura perolizada. Curiosamente, era disponível em apenas duas cores: preto e vermelho, ambas perolizadas. Sua proposta não é exatamente ser um carro esportivo. Esse mercado já pertencia ao Kadett GS. O público-alvo, nesse caso, eram aqueles que procuravam luxo e conforto aliados a um toque de esportividade. 

Com apenas um opcional disponível, a configuração era de um carro completo, como os Monza Classic tradicionais: ar-condicionado, fechadura do porta-malas com controle remoto, computador de bordo com sete funções, entre outros. Dentre os itens exclusivos da versão, além da injeção eletrônica, trazia um aerofólio discreto, na cor da carroceria, bancos de couro de série, logotipos "500 EF" nas laterais, no volante e nos tapetes. A princípio, a ideia era fabricar 5.000 unidades, não sei se foi produzida uma quantidade extra.

O que me chamou a atenção no exemplar fotografado por mim é a configuração de duas portas. O objetivo inicial, até onde sei, era somente disponibilizar quatro portas. Provavelmente essa decisão veio posteriormente. Outra coisa é que ainda mantém os adesivos, aerofólio, frisos e rodas originais. Até o banco de couro aparenta ser original. Único pecado cometido, a meu ver, foi a tentativa de "modernizar" a grade dianteira, que tirou a sutileza e classe do carro. Mas tá muito fácil de colocá-lo em estado de zero!

Botafogo, Rio de Janeiro - RJ.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Citroën SM 1972 no Brasil, em detalhes!

Um dos maiores achados desse blog estava muito próximo a mim e eu não sabia. Demorei a acreditar quando eu vi essa obra de arte diante de meus olhos:



Bem, fica difícil até de começar, tamanha é a história que esse clássico carrega. Revolucionário e muito a frente do seu tempo, foi apresentado no Salão de Genebra no ano de 1970. Por que revolucionário? Não precisa nem entender muito do assunto prá chegar à conclusão de que suas linhas transpiram personalidade.

A traseira evidenciava a notável preocupação aerodinâmica: coeficiente aerodinâmico recorde prá um carro produzido em série


Além de ter herdado o desenho da carroceria, veio prá aprimorar o já revolucionário Citroën DS, lançado em 1955. A ideia era criar uma versão luxuosa e esportiva dele, daí veio o "SM" (Systeme Maserati). A suspensão era praticamente a mesma usada no DS, porém mais refinada, para eliminar seus pontos fracos; os freios também eram similares, apesar de o SM possuir disco nas quatro rodas; a tração dianteira foi mantida, bem como o sistema hidráulico central de alta pressão, que controla suspensão, freios, transmissão, faróis e direção.

Já era uma característica fundamental dos Citroën a suspensão hidropneumática e não era surpresa que ela equipasse também o SM. Estava sempre nivelada, em qualquer que fosse o terreno, transportando a carga que fosse. Eram três níveis de altura, conforme a situação exigisse. A suspensão baixava ao estacionar. Bastava girar a chave e, trinta segundos depois, lá estava a suspensão na sua posição normal.

Recorde de frenagem em todas as categorias em sua época, devido aos freios hidráulicos de canal duplo e discos inboard, de montagem interna. Além disso, tornou-se o carro de tração dianteira mais rápido do mundo, chegando a atingir 235 Km/h em testes (220 Km/h declarados pela montadora).

Detalhe dos pedais

A transmissão era seu aspecto mais convencional. A maioria tinha caixa manual de 5 marchas, com embreagem comum. Mais tarde, foi disponibilizada uma caixa automática de 3 marchas Borg-Warner. (Nessa versão, sua potência aumentava em mais de 15 cv e sua cilindrada passava a 3.0 L).

Câmbio manual de 5 velocidades; botões de acionamento dos vidros elétricos

Era um carro tecnologicamente impressionante, prá sua época. Foi o primeiro automóvel do mundo a ter direção hidráulica com assistência variável, que ficou conhecido como "VariPower" ou "SpeedFeel". Esse sistema era tão complexo que bastava o volante dar apenas uma volta prá ir de um batente a outro. Além disso, contava com o mecanismo de autocentralização: se girar o volante com o motor ligado, a direção retorna sozinha prá posição central. Com o motor desligado, era impossível virá-lo. Um novo sistema, variável conforme a velocidade, reduz a assistência em velocidades altas.

Os faróis, também controlados pelo mesmo sistema hidráulico, ainda hoje são novidade. Por trás de uma espécie de lente protetora, estão seis refletores. O par de quadrados menores, que fica nas extremidades internas, acompanha o movimento do volante (o que até hoje é novidade nos comerciais dos C4!). Reparem que a placa é afixada também dentro dessa "bolha". Como o mesmo sistema controla também a suspensão, a altura do facho de luz era regulada automaticamente de acordo com o peso na traseira. 



Adesivo remete a seu país de origem: a França

Reparem nos seis faróis e na grade, posicionada abaixo do parachoque



Detalhe do recorte que proporciona ventilação: logo Citroën, motor Maserati

O interior segue o estilo externo, lindo. Volante de um raio só com ajustes de altura e profundidade. O painel de instrumentos por trás dele conta com velocímetro, conta-giros, termômetro de água, amperímetro, nível do tanque e relógio. Havia ainda um sistema de verificação e controle, que alertava sobre o nível dos fluidos, lâmpadas queimadas e pastilhas de freio gastas. De série, vidros elétricos, ar condicionado e rádio. No banco traseiro, apoio central de braço.

O volante de um raio só e o moderno painel

Fácil visibilidade do painel de instrumentos: um dos benefícios propostos pelo desenho do volante, de um só raio



Detalhe do banco traseiro, com cintos de três pontos e apoio central para braço

Ufa! Depois desse papo todo sobre a impressionante aparência estética...

Seu motor foi desenvolvido em parceria mítica com a Maserati, era um V6 derivado de um V8 da marca italiana, de pouco mais de 2.6 L, que produzem 172 cv com três carburadores Weber de corpo duplo. O propulsor Maserati V8 teve de "perder" dois de seus cilindros porque deveria ficar pronto em somente seis meses e precisava ser extremamente compacto e leve e não poderia ter cilindrada superior a 2.8 L. Esse era o limite imposto pela tributação francesa que tornaria o carro caro demais, mesmo para um modelo de luxo.


Reparem nas "bolas verdes": as importantíssimas esferas hidropneumáticas

Detalhe do logo Maserati

No âmbito cinematográfico, já participou de um sequestro do personagem de Ben Stiller no filme "Zoolander" (2001) e de Charles Bronson em "Breakout" (1975). Teve participação no clipe "I get lonely", de Janet Jackson. Na "vida real", já teve proprietários como o jogador holandês Johann Cruyff, o ator Lee Majors e o escritor inglês Graham Greene. Idi Amin, presidente de Uganda entre 1971 e 1979, possuía nada mais que sete! Prá finalizar, o comediante Jay Leno ainda hoje possui em sua coleção um SM 1972.

Foram produzidas, ao todo, 12.920 unidades, das quais 2.492 destinadas à exportação prás Américas, todas elas especificamente para o mercado norte-americano. Só que essas tiveram seu desenho um pouco alterado, tirando parte do seu charme e elegância. Não contavam com seus seis faróis, por exemplo, pois eram contra a lei nos Estados Unidos.

A respeito do exemplar flagrado, como se já não bastasse tudo isso, pouquíssimas unidades (estima-se apenas 10) vieram ao Brasil. Dessas, um número ainda menor tem o paradeiro conhecido. Até onde se sabe, há registros de 3 (três) no Brasil: dois no Rio de Janeiro e um em São Paulo. Certa vez, postei no blog um flagra em um evento em Niterói - RJ, de um SM 1972, também. Apesar da placa também ser de Niterói, não são o mesmo carro. Na foto não dá prá ver legal, mas o outro é prata. Esse, dourado. Portanto, é bem capaz que sejam os dois únicos no estado do Rio! E olha que eu disse no outro post "Sinceramente, nunca me deparei com um desse na rua"! Agora eu sei o porquê, e estou satisfeito por nunca mais poder dizer isso! :)

Ilha do Governador, Rio de Janeiro - RJ.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Revisitando: Cadillac Series 62 Sedan 1954 / Ford Galaxie LTD 1979

Eu andei falando desses dois em um outro post, mas acabou que eu complementei com aquela tão interessante quanto longa história do primeiro Cadillac de Elvis Presley e isso acabou tirando um pouco o foco dos dois flagras. Somado a isso, só pude na época fazer duas fotos e fiquei devendo a vocês mais detalhes.

Pois bem. Há uns dias, consegui colher melhores imagens dos dois carros e vou compartilhar com vocês. Primeiro, o Caddy:


O reflexo no vidro atrapalhou um pouco a foto


De fato, lindíssimo e impecável. Que carro imponente! Estacionado do lado de fora, estava o Galaxie, que teve sua viril imponência um pouco ofuscada:





detalhe do belo emblema indicativo da versão

Ambos pretos, a cor da elegância e do poder no mundo automotivo. Bastaram dois veículos pra essa garagem se configurar como "recheada de clássicos"!

Ilha do Governador, Rio de Janeiro - RJ.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...