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segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Revisitando: Santa Matilde Conversível 1987

 Difícil ver uma Santa Matilde assim estacionada na rua, né?

04/08/2024



Ao fundo, uma casinha que resistiu por tantas décadas e que hoje, agosto de 2025, está com os dias contados e prestes a vir ao chão para a construção de mais um prédio residencial

Tá certo que o fato de ser domingo aumentava as chances, mas mesmo assim. Eu cheguei a ver esse carro em 2012, mas desde então não me lembro de ter voltado a avistar em nenhuma circunstância. Tá exatamente do mesmo jeito que estava, em excelente estado de conservação e todo original ainda. Lindíssimo representante da nossa indústria nacional. Pelas iniciais, ele já foi registrado na Bahia.

Ilha do Governador, Rio de Janeiro - RJ.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Santa Matilde 1981

Esportivo nacional bonito e raro...





Gostei demais da combinação das cores externa e interna. Como todos os meus chegados já sabem, sou doido por interior de cor, sobretudo marrom... O interessante dos carros dessa marca é que o proprietário fazia o carro como queria, com várias opções de cor externa, interna, e por isso é muito difícil encontrar um exemplar idêntico a outro. Pra ser chato e criticar, só trocaria as rodas desse...

Quem viu foi o Lucas Lieggio!

Brasília - DF.

sábado, 8 de junho de 2013

Santa Matilde Conversível 1986

Nada define automobilisticamente tão bem um clima de fim-de-semana quanto um conversível!




Meu pai flagrou esse SM conversível no meio do trânsito comum, e com a capota baixada, ainda por cima! Até os que não prestam atenção em carro devem virar o pescoço quando passa um conversível sem capota... Bacana é que ele estava indo em direção à praia. Quem conhece um pouco a Barra, percebeu isso pela última foto!

Flagrante do Osvaldo Marques!

Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - RJ.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Santa Matilde Conversível 1987

Voltando aos achados da quarta-feira, quando o amigo Gabriel veio visitar o bairro. Uma Santa Matilde, do ano em que eu nasci:






Como bem disse o camarada, é seu fora-de-série nacional preferido. Certamente muitos estão de acordo com ele. E esse exemplar representa muito bem a marca, é uma versão conversível a álcool em estado excelente e toda original, fotografada usando a capota rígida. É cada vez mais raro ver um, nesse estado então...

Ilha do Governador, Rio de Janeiro - RJ.

sábado, 10 de março de 2012

Garagem de raridades, com Citroën SM, 2CV, Panhard Dyna 1952 e Standard 8 1948

Imagens que dispensam maiores apresentações! Primeiro, uma visão geral:



No detalhe, um raríssimo Standard 8 1948:








DKW Belcar 1967, dos últimos:



Outro muitíssimo raro, um Panhard Dyna 1952:








Um Citroën 2CV:




Mais um Citroën, um SM 1972, (o mesmo que já postei antes):


Por fim o terceiro da marca, outro 2CV:



Um pequeno acervo de muita qualidade! E é muito interessante notar que há representantes de 4 décadas: 40, 50, 60 e 70! Esses dias acabei descobrindo que conheço uma pessoa que conhece o proprietário! Um dia quero ver esses carros ao vivo!

Contribuição do Marco Novo!

Niterói - RJ.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Santa Matilde 1987

Outro dia postei uma Santa Matilde 79, mas ainda em processo de restauro. As imagens que dão seguimento ao registro do encontro mostram um SM mais novo:



Além de mais novo, original e muito em forma. Essas rodas são muito raras. Quem for mais atento e observador, já consegue matar dois carros que estavam presente no encontro e que vêm logo em seguida, nas próximas publicações... 

Sempre com o Gustavo Machado!

Mataram a charada? Confiram o preto, à direita, e o branco, à esquerda, na primeira foto!

Rio de Janeiro - RJ.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Santa Matilde 1979

Encontrei há alguns meses essa SM em uma oficina prá reforma:




o interior: irreconhecível, antes da reforma!

O carro estava sendo todo restaurado: motor, lataria, parte elétrica, interior... Pelo que disse um funcionário, ele passaria a ter o mesmo 4100, mas injetado. Pelo tempo que já passou, a reforma já deve ter andado bastante. Se eu tiver a oportunidade de voltar no local e tirar fotos, publico por aqui.

Tijuca, Rio de Janeiro - RJ.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Citroën SM 1972 no Brasil, em detalhes!

Um dos maiores achados desse blog estava muito próximo a mim e eu não sabia. Demorei a acreditar quando eu vi essa obra de arte diante de meus olhos:



Bem, fica difícil até de começar, tamanha é a história que esse clássico carrega. Revolucionário e muito a frente do seu tempo, foi apresentado no Salão de Genebra no ano de 1970. Por que revolucionário? Não precisa nem entender muito do assunto prá chegar à conclusão de que suas linhas transpiram personalidade.

A traseira evidenciava a notável preocupação aerodinâmica: coeficiente aerodinâmico recorde prá um carro produzido em série


Além de ter herdado o desenho da carroceria, veio prá aprimorar o já revolucionário Citroën DS, lançado em 1955. A ideia era criar uma versão luxuosa e esportiva dele, daí veio o "SM" (Systeme Maserati). A suspensão era praticamente a mesma usada no DS, porém mais refinada, para eliminar seus pontos fracos; os freios também eram similares, apesar de o SM possuir disco nas quatro rodas; a tração dianteira foi mantida, bem como o sistema hidráulico central de alta pressão, que controla suspensão, freios, transmissão, faróis e direção.

Já era uma característica fundamental dos Citroën a suspensão hidropneumática e não era surpresa que ela equipasse também o SM. Estava sempre nivelada, em qualquer que fosse o terreno, transportando a carga que fosse. Eram três níveis de altura, conforme a situação exigisse. A suspensão baixava ao estacionar. Bastava girar a chave e, trinta segundos depois, lá estava a suspensão na sua posição normal.

Recorde de frenagem em todas as categorias em sua época, devido aos freios hidráulicos de canal duplo e discos inboard, de montagem interna. Além disso, tornou-se o carro de tração dianteira mais rápido do mundo, chegando a atingir 235 Km/h em testes (220 Km/h declarados pela montadora).

Detalhe dos pedais

A transmissão era seu aspecto mais convencional. A maioria tinha caixa manual de 5 marchas, com embreagem comum. Mais tarde, foi disponibilizada uma caixa automática de 3 marchas Borg-Warner. (Nessa versão, sua potência aumentava em mais de 15 cv e sua cilindrada passava a 3.0 L).

Câmbio manual de 5 velocidades; botões de acionamento dos vidros elétricos

Era um carro tecnologicamente impressionante, prá sua época. Foi o primeiro automóvel do mundo a ter direção hidráulica com assistência variável, que ficou conhecido como "VariPower" ou "SpeedFeel". Esse sistema era tão complexo que bastava o volante dar apenas uma volta prá ir de um batente a outro. Além disso, contava com o mecanismo de autocentralização: se girar o volante com o motor ligado, a direção retorna sozinha prá posição central. Com o motor desligado, era impossível virá-lo. Um novo sistema, variável conforme a velocidade, reduz a assistência em velocidades altas.

Os faróis, também controlados pelo mesmo sistema hidráulico, ainda hoje são novidade. Por trás de uma espécie de lente protetora, estão seis refletores. O par de quadrados menores, que fica nas extremidades internas, acompanha o movimento do volante (o que até hoje é novidade nos comerciais dos C4!). Reparem que a placa é afixada também dentro dessa "bolha". Como o mesmo sistema controla também a suspensão, a altura do facho de luz era regulada automaticamente de acordo com o peso na traseira. 



Adesivo remete a seu país de origem: a França

Reparem nos seis faróis e na grade, posicionada abaixo do parachoque



Detalhe do recorte que proporciona ventilação: logo Citroën, motor Maserati

O interior segue o estilo externo, lindo. Volante de um raio só com ajustes de altura e profundidade. O painel de instrumentos por trás dele conta com velocímetro, conta-giros, termômetro de água, amperímetro, nível do tanque e relógio. Havia ainda um sistema de verificação e controle, que alertava sobre o nível dos fluidos, lâmpadas queimadas e pastilhas de freio gastas. De série, vidros elétricos, ar condicionado e rádio. No banco traseiro, apoio central de braço.

O volante de um raio só e o moderno painel

Fácil visibilidade do painel de instrumentos: um dos benefícios propostos pelo desenho do volante, de um só raio



Detalhe do banco traseiro, com cintos de três pontos e apoio central para braço

Ufa! Depois desse papo todo sobre a impressionante aparência estética...

Seu motor foi desenvolvido em parceria mítica com a Maserati, era um V6 derivado de um V8 da marca italiana, de pouco mais de 2.6 L, que produzem 172 cv com três carburadores Weber de corpo duplo. O propulsor Maserati V8 teve de "perder" dois de seus cilindros porque deveria ficar pronto em somente seis meses e precisava ser extremamente compacto e leve e não poderia ter cilindrada superior a 2.8 L. Esse era o limite imposto pela tributação francesa que tornaria o carro caro demais, mesmo para um modelo de luxo.


Reparem nas "bolas verdes": as importantíssimas esferas hidropneumáticas

Detalhe do logo Maserati

No âmbito cinematográfico, já participou de um sequestro do personagem de Ben Stiller no filme "Zoolander" (2001) e de Charles Bronson em "Breakout" (1975). Teve participação no clipe "I get lonely", de Janet Jackson. Na "vida real", já teve proprietários como o jogador holandês Johann Cruyff, o ator Lee Majors e o escritor inglês Graham Greene. Idi Amin, presidente de Uganda entre 1971 e 1979, possuía nada mais que sete! Prá finalizar, o comediante Jay Leno ainda hoje possui em sua coleção um SM 1972.

Foram produzidas, ao todo, 12.920 unidades, das quais 2.492 destinadas à exportação prás Américas, todas elas especificamente para o mercado norte-americano. Só que essas tiveram seu desenho um pouco alterado, tirando parte do seu charme e elegância. Não contavam com seus seis faróis, por exemplo, pois eram contra a lei nos Estados Unidos.

A respeito do exemplar flagrado, como se já não bastasse tudo isso, pouquíssimas unidades (estima-se apenas 10) vieram ao Brasil. Dessas, um número ainda menor tem o paradeiro conhecido. Até onde se sabe, há registros de 3 (três) no Brasil: dois no Rio de Janeiro e um em São Paulo. Certa vez, postei no blog um flagra em um evento em Niterói - RJ, de um SM 1972, também. Apesar da placa também ser de Niterói, não são o mesmo carro. Na foto não dá prá ver legal, mas o outro é prata. Esse, dourado. Portanto, é bem capaz que sejam os dois únicos no estado do Rio! E olha que eu disse no outro post "Sinceramente, nunca me deparei com um desse na rua"! Agora eu sei o porquê, e estou satisfeito por nunca mais poder dizer isso! :)

Ilha do Governador, Rio de Janeiro - RJ.
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